Quais são as possíveis complicações da escleroterapia (secagem de vasinhos)

Ao realizar o procedimento de secagem de vasinhos você deve estar ciente que alguns efeitos indesejáveis podem surgir, são raros mais existem. Fique ligada!

  • Dor: A intensidade de dor é totalmente individual. Cada paciente possui uma tolerância a dor e diferentes regiões do corpo. O uso de cremes anestésicos podem amenizar este efeito indesejável, entretanto não diferença do uso em alguns pacientes.
  • Edema (inchaço) : A ocorrência do edema é relativamente comum quando o procedimento é realizado no tornozelo e no pé.  A sua duração geralmente é entre 5 a 7 dias, e seu tratamento, quando o edema se apresenta intenso, se resume a repouso, antiinflamatório e uso de meia compressiva.
  • Hiperpigmentação (manchas marrons) : Essa complicação é a mais frequente, ocorrendo em até 45% das pacientes segundo  o Jornal Brasileiro de Cirurgia Vascular *.  Felizmente ela é na maioria as vezes temporária. 

A hipercromia pós inflamatória e decorrente da inflamação intencional causada pelo esclerosante (liquido utilizado), necessária para o fechamento do vaso. Ela dura algumas semanas e desaparece mais rapidamente com uso de cremes pós procedimento.

A hipercromia por deposição de hemossiderina (pigmento do sangue) é mais comum em vasinhos mais grossos. Ela é causada pela permanência de pequenos coágulos dentro do vaso. O uso da meia compressiva pós procedimento diminui significativamente o aparecimento dessas manchas. Caso ocorra, o uso de creme clareadores podem diminuir o seu desaparecimento em até 6 meses.

  • Telangectasias secundárias (novos vasinhos no mesmo local) : Sim, isto pode acontecer porém a incidência é muito baixa. A causa, dentre muitas, é a resposta metabólica exarcebada do organismo que manda mensagem para formação de novos. Quando identificado , deve ser sinalizado ao cirurgião vascular, para que possa tomar medidas para amenização do seu aparecimento.
  • Úlceras (pequenas feridas): A ocorrência dessas lesões indesejáveis é o maior temor da escleroterapia, enfatizando a  importância da realização do procedimento com um cirurgião vascular. Cada região do corpo tem uma sensibilidade da quantidade de esclerosante e da pressão aplicada no momento da injeção do liquido. Mesmo com o domínio da técnica de aplicação, o cirurgião vascular pode se confrontar com essa complicação, que pode ser contornada e tratada adequadamente.
*J Vasc Bras. 2013 Mar; 12(1):10-15)
*Pitta GBB, Castro AA, Burihan E, editores. Angiologia e cirurgia vascular: guia ilustrado.

Consulte sempre seu cirurgião vascular.

Dra Paula Casals

Cirurgiã Vascular
CRM 164079

Atendimento:

  • São Paulo, SP
  • Caraguatatuba, SP

www.drapaulacasals.com.br

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